Tag: Processo criativo
-

O trabalho de olhar as nuvens
Os trabalhos da artista argentina Juliana Bollini surgem de objetos ou restos de coisas que muita gente consideraria lixo. Um pedaço de madeira, um cabide velho, papel cortado e filtro de café usado dão vez a incríveis esculturas de seres e personagens que habitam o seu ateliê, sala repleta de obras prontas ou…
-

A aquarela de cores do Horácio
Quando criança, Weberson Santiago era daqueles que começava a leitura de um gibi pelo fim, pelas histórias mais curtas. Dentre os personagens criados por Mauricio de Sousa, Horácio era o seu preferido. Tanto que um bonequinho do filhote de tiranossauro rex vegetariano, sempre sobre sua mesa de trabalho, inspira o ilustrador. Chegou a fazer…
-

Uma casa para se pensar as artes do livro
Que lugar é esse onde moram livros incríveis? Que espaço habita a criatividade? E a arte? Foram perguntas assim que dispararam o desejo da arte-educadora Liana Yuri e da designer Maria Carolina Sampaio a criarem uma casa onde reside a exploração da matéria-livro. Assim nasceu o Ateliê Libélula, um espaço na zona oeste de…
-

Dr. Seuss, o popular da escola
O popular da sala. Aquele amigo divertido, com sua excentricidade espirituosa, capacidade de observação e carisma. Um cara que circula em todos os grupos, sem ter que pertencer a nenhum. É o colega que encanta, aquele que você quer ter por perto. Sabe quem ele é? Dr. Seuss, apelido do escritor, pintor e cartunista…
-

As mil leituras de um livro
Quanto mais leitores, mais leituras. Uma pluralidade de mentes decifrando um código – vivendo uma história. Crianças têm menos ideias preconcebidas, adultos já leram mais livros. Uns reparam em alguns detalhes, outros inventam outras interações. Um livro que não se fecha em si mesmo é o que busca ser Clap, obra da editora Planeta Tangerina…
-

Tradutor é fazedor de pontes
É a partir de uma constatação de Gustave Flaubert que o tradutor carioca Eduardo Brandão define seu fazer: “Há homens que têm como única missão entre os outros homens de servir de intermediário; passa-se por eles como por uma ponte, e vai-se mais longe”. É que o ofício da tradução, para Brandão, é conectar povos…
-

A vez e a voz dos príncipes encantados
Por José Roberto Torero “Branco, Belo e Cinderelo” nasceu numa conversa por Skype. Praticamente todos os dias, eu e Marcus Aurelius Pimenta fazemos uma reunião por Skype. Às vezes, lemos em voz alta um livro que está na última versão; às vezes, fazemos uma escaleta; às vezes, planejamos uma história, às vezes, falamos sobre…
-

Um bravo guerreiro sem palavras
No comecinho da criação do Bárbaro, Renato Moriconi não imaginava que esse seria um livro sem palavras – ou um livro imagem –, exceto por uma, apenas no título. Segundo o autor, essa é a palavra que faz a abertura poética para a leitura dos detalhes da obra, como num quadro, porém acrescido da dimensão…
-

Um manifesto em prol da fantasia
Por Sílvia Zats Lembro-me perfeitamente do telefonema da Maria Emília Bender, na época editora da Companhia das Letrinhas, surpreendendo-me ao dizer, do outro lado da linha: “Se você topar, a gente faz O Clube dos Contrários!”. Se eu topar? É claro que eu topava! Eram os idos de 1998, eu já havia escrito algumas…
-

No reino do mimimi
Por Vinicius Campos "Era uma vez um jovem que trabalhava na TV apresentando um programa infantil. Ao perceber que na caixa preta não teria tempo pra dizer tudo o que pensava, decidiu reavivar uma antiga paixão e escrever livros para seu público…" Foi assim que tudo começou, no ano de 2007, depois de fechar…
-

Jogando com a (nossa) natureza
O que é natureza para você? Muita gente associa o termo apenas a ecossistemas naturais, espaços repletos de árvores, animais e ar fresco. A palavra, entretanto, vai além disso, como defende Guilherme Blauth, ecoeducador e desenvolvedor de jogos cooperativos e ecológicos. Para o pesquisador, cada pessoa tem uma natureza interna. Quando nos conectamos ao ambiente…
-

A carpintaria da Morte
Por Ernani Ssó “A literatura infantil é aquela que até as crianças podem ler. É um ideal literário a que aspiro.” (Michel Tournier) Muitas crianças me perguntam como tive a ideia de escrever sobre a morte e esperam, dá pra ver na carinha delas, uma resposta surpreendente ou pelo menos romântica. É compreensível,…
-

O delírio imagético de Brás Cubas
Quando Marilda Castanha leu Memórias póstumas de Brás Cubas pela primeira vez, o encantamento foi imediato. Ao terminar a última palavra da última página do clássico de Machado de Assis, voltou ao começo e reiniciou a leitura. Um capítulo chamou a atenção da artista: O delírio, texto que mais tarde viria a ilustrar e transformar…
-

Por menos livros de autoajuda para crianças
Escrever para crianças é “nunca tratá-las como seres descerebrados. É fugir do tatibitate, dos diminutivos humilhantes, do arremedo de linguagem infantil. As crianças são leitores exigentes. Escrever para elas implica respeitá-las antes de tudo”. É assim que o escritor Claudio Fragata, autor de livros premiados voltados a esse público, defende uma literatura dita infantil. E…
-

Como cultivar uma botânica imaginária
Por Mariana Zanetti Sinto que ultimamente as plantas têm me perseguido. De fato, nos últimos três anos, desde histórias que têm na mata seu cenário principal até estampa com tema "selva", a demanda por trabalhos que exigem que eu desenhe plantas cresceu muito e meu prazer em realizá-los, também. Na verdade, fico em dúvida se elas me perseguem ou se…
-

Um Pum feito em boa companhia
Por Blandina Franco Há cerca de dez anos, eu e o Lollo começamos a namorar e, enquanto namorávamos, contávamos histórias um para o outro e inventávamos aventuras, personagens e mais um monte de besteiras. Depois de um tempo, o namoro virou casamento e algumas das histórias viraram livros. Uma das primeiras histórias que publicamos foi…
-

Um livro e seus muitos começos
Por Ionit Zilberman Muitas vezes é difícil identificar precisamente onde começa uma ideia. Para contar a história do livro Hocus pocus – Um pai de presente, preciso reconstruir seus vários começos. O primeiro aconteceu enquanto eu desenhava. No momento em que o desenho surgiu no papel, assim como mágica, tive a certeza de que o sentido…
-

Nós, tradutores, somos coisos estranhos
Por Julia Tomasini “A ideia é traduzir ‘ao vivo’ com as crianças”, disseram-me as organizadoras, Carla e Victoria, da Fundación Typa, e eu aceitei na hora! O livro escolhido era o engraçado, belo e esdrúxulo O coiso estranho, escrito por Blandina Franco e divertidamente ilustrado por José Carlos Lollo. O coiso é tão estranho que,…
