Tag: Entrevista

  • Daniel Kondo: ‘As possibilidades de ser são infinitas e possíveis’

    Daniel Kondo: ‘As possibilidades de ser são infinitas e possíveis’

    No livro Haverá festa com o que restar, o poeta Francisco Mallmann escreve “os meus esforços estão em te mostrar que ‘eu’ significa ‘eu não sou você’”. É proposital começar esse texto sobre o livro  Ser o que se é – publicado pela Companhia das Letrinhas – com uma citação em que a poesia advoga pelos limites…

  • Adriana Carranca: ‘As afegãs não são vítimas à espera de um príncipe. Elas são sobreviventes’

    Adriana Carranca: ‘As afegãs não são vítimas à espera de um príncipe. Elas são sobreviventes’

    Se Pablo Neruda estava certo quando escreveu que "os poetas odeiam o ódio e fazem guerra à guerra", o que a jornalista Adriana Carranca faz em seu novo livro é (também) um manifesto de resistência poética. Autora do best-seller Malala, a menina que queria ir para a escola (Companhia das Letrinhas, 2015), ela lança seu…

  • Graça Lima: Ler em família é fundamental para crianças

    Graça Lima: Ler em família é fundamental para crianças

    A história da designer, professora e ilustradora Graça Lima se entrelaça com a história da evolução da literatura infantil brasileira. Ao todo, já ilustrou mais de cem livros, no Brasil e no exterior. Não, você não leu errado: mais de cem livros. E muitos deles, premiados – nacional e internacionalmente. Não é à toa que…

  • Lilia Schwarcz: _x0091_Ninguém está alheio ao racismo_x0092_

    Lilia Schwarcz: _x0091_Ninguém está alheio ao racismo_x0092_

    Na bagagem intelectual da historiadora e antropóloga Lilia Moritz Schwarcz, a contínua reflexão sobre o tema branquitude é ao mesmo tempo peso e contrapeso, considerando que se trata de uma questão em movimento, acompanhando o fluxo contínuo da sociedade. Sua dedicação para as questões de raça no Brasil já somam uma vida, em produções que…

  • Mariana Massarani: Letrinhas foi um divisor de águas

    Mariana Massarani: Letrinhas foi um divisor de águas

    Vizinho, vizinha, Cambalhota, Inês… Tantas obras importantes da literatura infantil trazem os traços de Mariana Massarani, que fica difícil escolher um preferido. Nascida no Rio de Janeiro, ela já ilustrou mais de 40 títulos! A história dela com a Companhia das Letrinhas começou em 2002, já com o sucesso de Vizinho, Vizinha, que fez em parceria…

  • Heloisa Pires de Lima: Uma história bem contada desafia a contar outra

    Heloisa Pires de Lima: Uma história bem contada desafia a contar outra

    Racismo e representatividade negra são temas que, tardiamente, ganharam mais consistência nos últimos anos – e ainda há muitas batalhas para lutar nesse campo. No entanto, em 1998, Heloisa Pires de Lima trouxe o debate para as crianças, com Histórias da Preta. O livro veio quase junto de Histórias de Índio, de Daniel Munduruku, que…

  • Flavio de Souza: O desafio dos autores continuará: escrever de maneira inovadora e inventiva

    Flavio de Souza: O desafio dos autores continuará: escrever de maneira inovadora e inventiva

    Se você foi criança (ou teve uma criança) entre os anos 1990 e 2000, certamente presenciou um boom na produção cultural infantil, sobretudo na TV. Programas como O Mundo da Lua e Castelo Rá-Tim-Bum atraíam o “pequeno grande” público, com histórias cativantes, criativas e um capricho de fazer cair o queixo. Um dos grandes responsáveis pelas…

  • As infâncias (e)ternas de Lúcia Hiratsuka: uma conversa com a autora

    As infâncias (e)ternas de Lúcia Hiratsuka: uma conversa com a autora

    “Tento olhar ao redor”, respondeu a artista plástica, escritora e ilustradora Lúcia Hiratsuka, quando perguntamos onde busca os lampejos que movem sua criação. Basta ir aos mais de vinte livros de sua autoria para ver aquilo que ela chama de "tentativa" se traduzir em potência artística. Cada traço, palavra e escolha de interação texto-imagem pensados…

  • Stephen Michael King: _x0091_Crianças, animais e natureza precisam ser nutridos_x0092_

    Stephen Michael King: _x0091_Crianças, animais e natureza precisam ser nutridos_x0092_

    “Adoro que a arte possa ser calma, completamente silenciosa, e ainda assim dizer alguma coisa”, disse Stephen Michael King em entrevista publicada no Blog da Brinque-Book, em 2018, na ocasião do lançamento de O urso de todas as cores. De lá para cá, outros muitos livros se somaram à vasta bibliografia do escritor e ilustrador…

  • Luise Weiss: Um livro de qualidade transcende faixas etárias

    Luise Weiss: Um livro de qualidade transcende faixas etárias

    Quando foi convidada para ilustrar ABC do Zoo, livro escrito por Pedro Maia Soares, no comecinho da história da Companhia das Letrinhas, em 1993, Luise Weiss adorou o tema. Como gosta de fazer, passou um bom tempo pesquisando sobre animais, o que incluiu observá-los durante idas ao zoológico. “Gosto muito do desenho de observação”, conta ela,…

  • Luciana Sandroni: O cuidado com o livro infantil, que sempre foi muito depreciado, ficou forte

    Luciana Sandroni: O cuidado com o livro infantil, que sempre foi muito depreciado, ficou forte

    Quando se pensa na leitura de uma biografia, já vêm à mente exemplos de livros feitos para adultos. Que criança poderia se interessar pela vida de um adulto? Todas! Pelo menos no que depender de Luciana Sandroni. A escritora do Rio de Janeiro começou sua relação com a Companhia das Letrinhas justamente contando a trajetória…

  • Ricardo da Cunha Lima: O livro atravessa tempos e distâncias

    Ricardo da Cunha Lima: O livro atravessa tempos e distâncias

    Poesia para crianças: há quem não acredite. Mas as crianças, sim, essas não deixam dúvidas de que esse gênero de literatura infantil é uma potência. Quando procurou uma editora para lançar De cabeça para baixo, Ricardo da Cunha Lima ouviu várias negativas. No entanto, a Companhia das Letrinhas apostou na obra, que foi lançada no…

  • Spacca: Ao desenhar para crianças, tento falar de igual para igual

    Spacca: Ao desenhar para crianças, tento falar de igual para igual

    Não importa se é quadrinho ou livro ilustrado. Ao criar seus trabalhos, o cartunista Spacca não direciona a ideia para crianças ou para adultos. “Nunca tentei fazer desenhos exclusivamente para o público infantil. Assim como meu desenho de humor para adulto tem algo de criança, ao desenhar para crianças, procuro nunca subestimar o leitor”, explica…

  • Guilherme Karsten: O livro, para mim, é um lugar de compartilhar

    Guilherme Karsten: O livro, para mim, é um lugar de compartilhar

    Quando Guilherme Karsten começa a dar essa entrevista dizendo que não teve uma infância leitora e que seu mergulho nos livros infantis aconteceu quando ele já era adulto, é até difícil acreditar. O autor e ilustrador catarinense tem uma habilidade e uma linguagem tão particular em suas criações que parece até que nasceu dentro desse…

  • Sávia Dumont: Tudo começou com uma malinha cheia de bordados

    Sávia Dumont: Tudo começou com uma malinha cheia de bordados

    Menino do Rio Doce é um livro assinado pelo cartunista, escritor e dramaturgo Ziraldo e publicado pela Companhia das Letrinhas. Só que desta vez, no lugar de criar seus personagens e usar suas ilustrações tão características e queridas no Brasil e no mundo, a obra deu espaço para outros ilustradores, em um formato inovador. Sávia Dumont…

  • Cláudio Thebas: Literatura para crianças não é livrinho

    Cláudio Thebas: Literatura para crianças não é livrinho

    Um pouco escritor, um pouco professor, um pouco palhaço. Claudio Thebas respira arte e cultura. Para ele, literatura infantil é coisa séria. Autor de O comilão, que trata poeticamente o processo emocional do crescer e a relação entre pais e filhos, e de O menino que chovia, que é sobre um menino que não conseguia ouvir…

  • Daniel Munduruku: A Letrinhas ofereceu ao Brasil a possibilidade de redescobrir a própria identidade ancestral

    Daniel Munduruku: A Letrinhas ofereceu ao Brasil a possibilidade de redescobrir a própria identidade ancestral

    Filho do povo de Munduruku, de Belém (PA), Daniel Munduruku foi o primeiro autor de literatura infantil de origem indígena. E por muitos anos foi o único. A Companhia das Letrinhas publicou seu primeiro livro, Histórias de índio, ilustrado por Laurabeatriz, em 1996. Desde então, já foram 57 obras, algumas delas pela grupo Companhia das…

  • Renato Moriconi: Minha visão sobre Bárbaro mudou depois que me tornei pai

    Renato Moriconi: Minha visão sobre Bárbaro mudou depois que me tornei pai

    É impossível falar de livro infantil ilustrado, nos últimos anos, sem citar Bárbaro (2013), de Renato Moriconi. O autor e ilustrador, que nasceu em Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo, lembra de quando comprou uma de suas primeiras obras da Companhia das Letrinhas, ainda como um leitor de 18 anos. Ele sonhava, um…

  • Lalau: Nas mãos das crianças, o livro vira brinquedo, música, um abraço forte

    Lalau: Nas mãos das crianças, o livro vira brinquedo, música, um abraço forte

    Lázaro Simões Neto, ou Lalau, é um mestre das palavras. Com elas, ele brinca, movimenta, combina… O resultado disso tudo vem em forma de belíssimas poesias, feitas para crianças. Dupla inseparável da ilustradora Laurabeatriz, ele já assinou dezenas de livros infantis e essa história toda nasceu quase junto com a Companhia das Letrinhas, em 1994.…

  • Odilon Moraes: Vivemos a época de ouro do livro ilustrado

    Odilon Moraes: Vivemos a época de ouro do livro ilustrado

    Imagens que transformam, compõem, se opõem e até substituem palavras em narrativas. Assim são os livros ilustrados, que, para um dos maiores ilustradores de livros infantis da atualidade, Odilon Moraes, estão em seu grande momento. “É bonito ver o espaço que o livro ilustrado ganhou dentro da literatura infantil”, diz ele, que foi premiado com…

  • Kiko Farkas: O mundo subjetivo e riquíssimo das crianças pode ser abordado de mil maneiras

    Kiko Farkas: O mundo subjetivo e riquíssimo das crianças pode ser abordado de mil maneiras

    O livro Uma letra puxa a outra, feito por Kiko Farkas e José Paulo Paes, em 1992, primeiro ano de vida da Companhia da Letrinhas, acabou virando um clássico do catálogo, despertando o interesse de diferentes gerações ao longo de três décadas. Quantas crianças já foram alfabetizadas de maneira divertida e lúdica, com ajuda das…

  • Ryu Jae-soo: “‘Guarda-chuva amarelo’ alcançou um nível universal de arte”

    Ryu Jae-soo: “‘Guarda-chuva amarelo’ alcançou um nível universal de arte”

    “Um livro-imagem é um tratado de escuta”. Quem disse isso foi a pesquisadora portuguesa Dulce Melão, durante o III Congresso Internacional de Literatura para Crianças e Jovens da PUC-SP, em transmissão pelo YouTube. No livro Guarda-chuva amarelo, é justamente com essa confiança no ouvido do leitor que os artistas coreanos Ryu Jae-soo e Shin Dong-il…

  • Laurabeatriz: “A Letrinhas foi importantíssima para os ilustradores”

    Laurabeatriz: “A Letrinhas foi importantíssima para os ilustradores”

    Laurabeatriz é tão importante na história da Companhia das Letrinhas que a conexão começou antes mesmo do início da editora. Em 1991, um ano antes da fundação, ela ilustrou para a Companhia das Letras o livro Arca de Noé, de Vinícius de Moraes. Depois, já pela Letrinhas, em 1992, ilustrou a versão de Ruy Castro…

  • Heloisa Prieto: “Narrar é uma forma de pensar o mundo”

    Heloisa Prieto: “Narrar é uma forma de pensar o mundo”

    Quando lançou o primeiro título pela Companhia das Letrinhas, Duendes e Gnomos, em 1992, a paulistana Heloisa Prieto não imaginava o tamanho – e a intensidade – da história que viria pela frente. “Eu trabalhava como professora de pré-escola quando percebi que tinha muita facilidade em inventar histórias para os alunos. Foi nesse período que comecei…

  • Guilherme Karsten fala sobre dar asas e ser ninho, em livro sobre pais e filhos

    Guilherme Karsten fala sobre dar asas e ser ninho, em livro sobre pais e filhos

    Quando criança, o sonho de Guilherme Karsten, autor e ilustrador de Se eu tivesse asas… (Brinque-Book) e do premiado Carona (Companhia das Letrinhas), era – adivinhe só – ter asas. Ele pensava em poder voar, para, entre outras coisas, conseguir pegar as maiores goiabas, que eram aquelas que ficavam bem no alto das goiabeiras que ele tinha…

  • Nick Bland fala sobre seu novo livro, uma distopia ambiental

    Nick Bland fala sobre seu novo livro, uma distopia ambiental

    Certo dia, sem aviso nem alarde, enormes e majestosas baleias resolvem sair do mar e ir para a cidade. Do dia pra noite, elas passam a circular na feira, nos clubes e até nos palcos. Com seus corpos agigantados, não é fácil achar lugar nas piscinas apertadas, encontrar o que comer nas pequenas barraquinhas de…

  • Em cordel, Mari Bigio oferece nova narrativa para seres fantásticos

    Em cordel, Mari Bigio oferece nova narrativa para seres fantásticos

    Um extraterreste que está cansado de se ver retratado como um vilão verde e feioso nos filmes da sessão da tarde. Uma bruxa vaidosa que quer ir além das vassouras e aparecer na televisão. Um pirata que não sabe nadar. E uma sereia que, em vez de cantar para atrair os marinheiros, sonha mesmo em…

  • O fenômeno da cultura coreana na literatura infantil

    O fenômeno da cultura coreana na literatura infantil

    Mais de 17 mil quilômetros separam o Brasil da Coreia do Sul. São necessárias 27 horas dentro de um avião para transcorrer esse trajeto. Porém, quando o assunto é superar distâncias, a subjetividade artística não conhece limites. A cultura coreana exerce um impacto cada vez maior do lado de cá do Oceano Índico. E nem…

  • Ricardo da Cunha Lima, voz potente da poesia para crianças, está de volta!

    Ricardo da Cunha Lima, voz potente da poesia para crianças, está de volta!

    Se Otto Lara Resende estava certo quando disse que somente as crianças e os poetas têm olhares atentos para o espetáculo do mundo¹, podemos dizer que o escritor paulista Ricardo da Cunha Lima, 56, é um verdadeiro espectador profissional, um virtuose desse fenômeno misterioso que é a vida. Espécie rara de “adulto não praticante”, Ricardo…

  • Ricardo Azevedo: “a literatura é uma forma de experimentar as verdades”

    Ricardo Azevedo: “a literatura é uma forma de experimentar as verdades”

    O ano era 1994. A Seleção Brasileira de Futebol conquistava seu quarto título mundial na Copa do Mundo. O país conhecia o Plano Real e se despedia, com tristeza, do ídolo da Fórmula 1, Ayrton Senna. Foi nesse mesmo ano que o escritor, ilustrador e pesquisador Ricardo Azevedo lançou Aviãozinho de papel, que foi um dos…