Conheça nossos títulos entre os 100 melhores livros do século XXI, pelo New York Times

O jornal norte-americano The New York Times, em parceria com 503 romancistas, poetas, críticos e amantes dos livros, selecionou os cem melhores livros publicados no século XXI. Através de um formulário, cada um dos convidados selecionou seus dez livros favoritos.

A Companhia das Letras foi a editora brasileira que mais publicou títulos da lista, totalizando 31 obras.

Abaixo, você pode conferir todos os nossos livros, e seus lugares neste pódio do Times! Os títulos indisponíveis no catálogo estarão disponíveis em breve, fique de olho em nossas redes sociais para novidades.

99º: Como ser as duas coisas, de Ali Smith (trad.: Caetano W. Galindo)

A versatilidade da arte é o tema por trás das trajetórias de amor e injustiça que aqui se espelham dissolvendo gêneros, formas, tempos, realidades e ficções. Com técnica análoga à pintura de afrescos, Smith cria uma original história de duplos, protagonizada por um pintor renascentista dos anos 1460 e uma neta dos anos 1960.

94º: Sobre a beleza, de Zadie Smith (trad.: Daniel Galera)

Com graça e inteligência excepcionais, uma das mais aclamadas escritoras inglesas da nova geração narra a história da rixa entre dois intelectuais ingleses, e os conflitos que surgem do cruzamento dos destinos de suas famílias.

91º: A marca humana, de Philip Roth (trad.: Paulo Henriques Britto)

Em 1998, uma histeria puritana se apodera dos Estados Unidos, na esteira do escândalo sexual que envolveu o presidente da República e uma estagiária na Casa Branca. No mesmo ano o professor universitário Coleman Silk vê sua vida destruída por acusações de racismo e abuso sexual.

90º: O simpatizante, de Viet Thanh Nguyen (trad.: Cássio Arantes Leite)

Um épico de amor e traição. O leitor acompanha um agente duplo comunista sem nome, que se infiltrou no exército sul-vietnamita e conseguiu se refugiar nos Estados Unidos depois da Queda de Saigon. Pessoa de confiança de um general que se recusa a admitir a derrota para os vietcongues, esse “homem de duas mentes” observa o esforço dos refugiados vietnamitas para sobreviver em uma melancólica Los Angeles enquanto secretamente reporta a seus superiores comunistas no Vietnã.

84º: O imperador de todos os males, de Siddhartha Mukherjee (trad.: Berilo Vargas)

Com a precisão de um biólogo, a visão de um historiador e a paixão de um biógrafo, o oncologista Siddhartha Mukherjee traça uma biografia detalhada do câncer, do primeiro registro às mais avançadas pesquisas, últimas descobertas e expectativas para o futuro, abrindo caminho para a desmitificação dessa doença tão temida.

79º: Manual da faxineira, de Lucia Berlin (trad.: Sonia Moreira)

Lucia Berlin teve uma vida repleta de eventos e reviravoltas. Aos 32 anos, já havia vivido em diversas cidades e países, passado por três casamentos e trabalhado como professora, telefonista, faxineira e enfermeira para sustentar os quatro filhos. Lutou contra o alcoolismo por anos antes de superar o vício e tornou-se uma aclamada professora universitária em seus últimos anos de vida. Desse vasto repertório pessoal, Berlin tira inspiração para escrever os contos que a consagraram como uma mestre do gênero.

75º: Passagem para o Ocidente, de Mohsin Hamid (trad.: José Geraldo Couto)

Numa cidade não nomeada, os jovens Saeed e Nadia iniciam um romance constrangido pelas pressões religiosas e sacudido pela crescente violência de uma guerra civil. Quando ouvem rumores da existência de portais clandestinos que levam a outros países, eles resolvem se arriscar numa aventura sem volta. Ao lado dos protagonistas, o leitor é levado aos mais diversos cenários geográficos e humanos, numa jornada vertiginosa e cheia de surpresas.

74º: Olive Kitteridge, de Elizabeth Strout (trad.: Sara Grünhagen)

Na prosa precisa e elegante de Elizabeth Strout, o leitor conhecerá esta professora de matemática aposentada da pequena Crosby, no litoral do Maine. Ao longo de quase trinta anos, acompanhamos sua trajetória: a passagem da maturidade à velhice, suas próprias agruras e os pequenos e grandes dramas que a cercam, assim como as vidas que se desenrolam ao seu redor e que ilustram à perfeição o drama humano, feito de desejo, desespero, ciúme, esperança e amor.

72º: O fim do homem soviético, de Svetlana Aleksiévitch (trad.: Lucas Simone)

O povo russo assistiu com espanto à queda do Império Soviético. A política de abertura do governo Gorbatchóv impôs uma mudança drástica da estrutura social, do cotidiano e, sobretudo, da direção ideológica da população. Em O fim do homem soviético, Svetlana Aleksiévitch examina a vida das pessoas afetadas por essa transformação.

71º: Trilogia de Copenhagen, de Tove Ditlevsen (trad.: Heloisa Jahn e Kristin Lie Garrubo)

Trilogia de Copenhagen é a obra-prima de Tove Ditlevsen (1917-1976), uma das principais vozes da literatura dinamarquesa do século XX, e reúne três volumes autobiográficos. Em Infância, acompanhamos a história dos primeiros anos da escritora, que cresceu em um bairro operário e sonha em se tornar poeta. Juventude descreve suas primeiras experiências sexuais e profissionais e a conquista de sua independência. No terceiro volume, Dependência, Tove já é conhecida nos círculos literários – mas sua vida pessoal entra em colapso comcasamentos conturbados e o vício em opioides.

67º: Longe da árvore, de Andrew Solomon (trad.: Pedro Maia Soares, Donaldson M. Garschagen e Luiz A. de Araújo)

Resultado de uma ampla investigação sobre as tensões entre identidade e diferença em famílias com filhos portadores de deficiências físicas, mentais e sociais, Longe da árvore é um ensaio monumental sobre a tolerância e a valorização da diversidade.

65º: Complô contra a América, de Philip Roth (trad.: Paulo Henriques Britto)

Logo no primeiro parágrafo, o leitor se dá conta de que a ação transcorre no tempo em que o aviador Charles Lindbergh – o primeiro a atravessar o Atlântico a bordo de um avião – foi presidente dos Estados Unidos. Quando Franklin D. Roosevelt, ao tentar reeleger-se para um terceiro mandato, perde para Lindbergh, o cenário se torna sombrio. O aviador é um ardoroso defensor da Alemanha nazista, um homem para quem os Estados Unidos deveriam se defender da “diluição nas raças estrangeiras”. A vida da família Roth – e, potencialmente, o mundo – nunca mais será como antes.

59º: Middlesex*, de Jeffrey Eugenides (trad.: Christian Schwartz)

*livro disponível apenas em e-book

Narrado por uma personagem intersexual, o segundo romance de Jeffrey Eugenides é uma reinvenção do épico americano, que alia as tradicionais sagas familiares à mais virtuosa narrativa pós-moderna.

55º: O vulto das torres, de Lawrence Wright (trad.: Ivo Korytowski)

O vulto das torres mostra pela primeira vez os bastidores da história que culminou com os ataques terroristas de 11/9, revelando a gênese das concepções radicais islâmicas, o nascimento da Al-Qaeda e as desavenças entre os órgãos de inteligência americanos.

54º: Dez de dezembro, de George Saunders (trad.: José Geraldo Couto)

Uma visão alucinante e sarcástica da vida contemporânea nos contos inventivos e emocionantes de um mestre da narrativa norte-americana. Seus dez contos formam um vasto painel da vida contemporânea, apresentando nossas neuroses, comédias de erros, relações amorosas e outros traços da realidade do século XXI.

48º: Persépolis, de Marjane Satrapi (trad.: Paulo Werneck)

Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita – apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa. Persépolis é sua autobiografia em quadrinhos.

47º: Compaixão*, de Toni Morrison (trad.: José Rubens Siqueira)

*livro disponível apenas em e-book

Em Compaixão, Toni Morrison recua mais na história e vai à origem, a 1690, quando a própria nação norte-americana estava nascendo, cem anos antes da Declaração de Independência. Morrison nos faz lembrar que o começo do regime escravagista se confunde com esse início da nação, os dois cresceram juntos. A autora vê, nesse alvorecer do país, a possibilidade de uma escravatura sem racismo, que junta brancos, negros e indígenas numa mesma árdua luta pela sobrevivência na natureza inóspita do nordeste americano.

46º: O pintassilgo, de Donna Tartt (trad.: Sara Grünhagen)

O pintassilgo é uma hipnotizante história de perda, obsessão e sobrevivência, um triunfo da prosa contemporânea que explora com rara sensibilidade as cruéis maquinações do destino.

43º: Pós-guerra*, de Tony Judt (trad.: José Roberto O’Shea)

<s

Descubra mais sobre Blog da Companhia das Letras

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo