As fábulas vieram diretamente da tradição oral, assim como os contos de fadas — só que esses, muitos séculos depois. Os gregos, como Esopo, são os “inventores” da fábula, e os contos de fadas são de origem europeia, surgidos na Idade Média.
Mas não podemos esquecer que têm grande influência da tradição oral do Oriente, como as histórias de Sheherazde em suas Mil e uma noites.
Os contos de fadas seguem, firmes e fortes. Imagem: A última história antes de dormir, de Nicola O’Byrne
Podemos dizer que assim, na origem da literatura ocidental, que é filha das narrativas orais, está também o nascimento do que hoje chamamos de literatura infantil ou literatura para a infância.
Indicações para estudar literatura infantil
Toda essa conversa deliciosa — e cheia de aprendizado — está acontecendo nesta segunda edição do Acadêmicos Brinque-Book, ao vivo, às 19h, no nosso canal do YouTube, o TV Brinque-Book.
Hoje, 3 de dezembro, é o último dia do evento, que vai receber a especialista Marisa Lajolo, uma das mais importantes pesquisadoras dos clássicos infantis do Brasil.
https://blog.brinquebook.com.br/papo-brinque-book/marisa-lajolo-traduz-classico/
A cada encontro, os painelistas trazem indicações de obras bacanas para ler se você quiser se aprofundar nos temas que eles estão propondo.
Confira, neste post:
- As indicações de livros dos painelistas;
- Palestras na íntegra;
- Uma seleção de livros infantis com contos de fadas (ou releitura deles), fábulas e clássicos 😉
A seguir, você conhece as principais indicações, assim como a íntegra dos bate-papos:
Reino das fábulas
No primeiro encontro, Luiz Antonio Aguiar nos falou sobre a origem das fábulas e sua importância nos dias de hoje. Falou sobre Esopo, o grego que “criou” o gênero, séculos antes de Cristo.
Naquele época, as fábulas continham muita crítica social e política, eram combativas e questionadoras. Apontavam as desigualdades sociais e inclusive de gênero, como Luiz falou no post abaixo:
https://blog.brinquebook.com.br/sala-de-leitura/o-que-sao-fabulas/
E os contadores dessas histórias, orais, eram pobres e mendicantes, assim como deve ter sido Esopo, se é que ele existiu — é possível que as fábulas que se atribui a ele possam ter sido criações coletivas, sem autoria definida.
Em sua fala, Luiz indicou duas obras:
Poética
de Aristóteles, com tradução de Edson Bini
Editora: Edipro
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Esopo – liberdade para as fábulas
de Luiz Antonio Aguiar (texto) e Márcia Széliga (ilustrações)
Editora: Escarlate
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O bate-papo na íntegra você confere aqui embaixo:
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Contos de fadas: origens, transformações e contemporaneidade
Sabia que os contos de fadas têm influências da tradição oral oriental, árabe, que chegou à Europa por meio da dominação dos mouros na península ibérica?
E que essa ideia de fadas e bruxas tem sua raiz nos celtas que, muito civilizados e espiritualizados, cultuavam figuras femininas sagradas? Bacana, não?
Beth Cardoso deu uma aula sobre o tema e nos deixou diversas indicações bibliográficas:
O conto de fadas – símbolos, mitos, arquétipos
de Nelly Novaes Coelho
Editora: DCL
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A formação do leitor: narrativa infantil e juvenil atual
de Teresa Colomer, tradução Laura Sandroni
Editora: Global Editora
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A psicanálise dos contos de fadas
de Bruno Bettelheim, tradução Arlene Caetano
Editora: Paz e Terra
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A verdadeira história dos três porquinhos
de Jon Scieszka (texto) e Lane Smith (ilustrações), tradução Pedro Maia Soares
Editora: Companhia das Letrinhas
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O carteiro chegou
de Allan Ahlberg (texto) e Janet Ahlberg (ilustradora), tradução Eduardo Brandão
Editora: Companhia das Letrinhas
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Os 33 porquinhos
de José Roberto Torero, Marcus Aurelius Pimenta (texto) e Edu Oliveira (ilustrações)
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Confira a íntegra da conversa:
Mais livros para crianças
Separamos 30 obras que são adaptações, releituras ou recontos de contos de fada. Também incluímos nesta seleção as fábulas e alguns clássicos.
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E você? O que achou das conversas?
